Rodas de conversa, arte, cultura e construção coletiva de cuidado nas periferias de São Paulo.
Um território que transforma dor em cuidado coletivo.
O Saúde Mental nas Periferias nasceu em 2022 das vivências de Gessica de Paula — mulher negra, mãe, artesã, articuladora social e cultural, militante das pautas raciais e da saúde mental.
Seu irmão Jonathas Silva era um jovem negro e periférico que enfrentava o sofrimento psíquico da esquizofrenia. Ao longo de sua vida, passou por internações, violências institucionais e pela ausência de um cuidado digno. Em 2020, Jonathas veio a falecer — e sua perda revelou o que tantas famílias periféricas vivem em silêncio.
Sua irmã enfrenta o mesmo diagnóstico desde 2019 e atravessa até hoje os mesmos desafios: a falta de acolhimento, de escuta e de redes de apoio que respeitem sua história e sua humanidade.
Essas experiências revelaram para Gessica que a saúde mental não pode ser separada das desigualdades sociais, do racismo e das violências que marcam os territórios periféricos.
Nas periferias, muitas pessoas convivem com suas dores sem acesso à informação, escuta qualificada e redes de apoio. Foi dessa compreensão que nasceu o SMP: transformar experiências vividas em construção coletiva de cuidado.
"Entrelaçando vidas em busca de uma sociedade menos dolorosa"
— Gessica de Paula, fundadora
Criar espaços seguros de escuta para quem sente que está sozinho na dor.
Levar informação acessível sobre saúde mental para a realidade da quebrada.
Lutar por políticas públicas de cuidado e direitos para os territórios periféricos.
Atuamos principalmente no Jardim Guaraú, distrito Raposo Tavares — SP. Também participamos de outros territórios a convite.
A OMS prevê que até 2030 a saúde mental será um dos maiores problemas de saúde global. O Brasil já é o país com maior índice de depressão da América Latina e o segundo das Américas — e nas periferias, onde o acesso ao cuidado é ainda mais desigual, essa crise se aprofunda.
Dados do Mapa da Desigualdade 2024 mostram a urgência da nossa atuação no Jardim Guaraú — 69º de 96 distritos em qualidade de vida em São Paulo.
Seis frentes de ação que sustentam o cuidado no território.
Encontros mensais de escuta e expressão cultural como ferramentas de cuidado.
Ampliamos o acesso à produção artística como forma de promoção da saúde mental.
Fortalecemos o protagonismo de jovens e adultos periféricos pela cultura.
Visão crítica sobre como classe, gênero e raça se relacionam com saúde mental.
Conteúdos digitais sobre arte, cultura e saúde mental em perspectiva periférica.
Redes emocionais que combatem o estigma e a medicalização excessiva.
Nas periferias, a arte surge como linguagem potente de expressão, denúncia e afeto. Cuidar da saúde mental também é permitir que o corpo dance, que a dor vire poesia, que o grito encontre ritmo no tambor, no rap, no grafite, no teatro.
A palavra como instrumento de cura e resistência política.
Música que nomeia a dor e cria pertencimento coletivo.
Corpo e voz como ferramentas de expressão do sofrimento.
Grafite, artesanato e criação visual como respiro e potência.
Se você mora na periferia de São Paulo e sente que precisa de escuta, acolhimento ou quer participar das nossas rodas, o SMP é pra você.
Entre em contato pelo WhatsApp ou Instagram. Nossas rodas acontecem mensalmente no Jardim Guaraú.
O SMP é feito por uma rede viva. Você pode contribuir com tempo, conhecimento, materiais ou divulgação — toda forma de apoio fortalece o cuidado nas quebradas.
Rodas, oficinas, escuta, comunicação, design, fotografia.
Arte, livros, alimentos para as ações, equipamentos, espaço.
Compartilhe, indique, leve o SMP para escolas e coletivos.
Empresas, organizações e coletivos que queiram apoiar.
Não precisa ser especialista. Toda escuta, todo afeto e toda mão dada importa. Cuidamos quem cuida.
Doe via PIX e ajude a levar acolhimento para quem mais precisa — sem sair da comunidade.
Também aceitamos pelo telefone:
(11) 96160-4031
Escaneie o QR Code com o app do seu banco ou copie a chave. Qualquer valor fortalece o cuidado.
O cuidado nasce dentro do território, respeitando saberes e histórias da comunidade.
Poesia, rap, artesanato — a arte transforma um assunto pesado em momento de potência e afeto.
Enquanto a psicologia tradicional atende um por hora, nossas rodas acolhem dezenas ao mesmo tempo.
Voluntários e colaboradores formam uma rede sólida de cuidado mútuo no território.
Registros reais das nossas rodas, oficinas e encontros nos territórios.